Senador Cleitinho Azevedo
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Senador Cleitinho Azevedo


Aliados no mesmo palanque para as eleições de 2026 em Minas Gerais, o senador Cleitinho Azevedo e o ex-deputado Eduardo Cunha protagonizam uma reviravolta política marcada por conflitos recentes. Hoje filiados ao Republicanos, os dois, que já trocaram acusações públicas e chegaram a acionar a Justiça, agora dependem um do outro para viabilizar seus projetos eleitorais: Cleitinho como candidato ao governo de Minas e Cunha na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

De adversários a aliados políticos

A relação entre os dois foi marcada por embates duros. Em um ato bolsonarista em Belo Horizonte, Cleitinho chamou Cunha de “vagabundo” e “canalha” durante discurso em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A declaração levou Cunha a apresentar uma queixa-crime no Supremo Tribunal Federal (STF), alegando que as ofensas não estavam protegidas pela imunidade parlamentar, por terem sido feitas fora do ambiente legislativo.


Na ação, a defesa do ex-presidente da câmara dos Deputados sustentou que as falas não configuravam liberdade de expressão, mas ataques pessoais com objetivo de desqualificação pública. O episódio acirrou ainda mais a rivalidade, que já havia se manifestado anteriormente no plenário do Senado.

Histórico de ataques e mudança de cenário

Apesar do histórico de confrontos, o cenário mudou após dificuldades de Cunha em se filiar a outras siglas, como   MDB, Podemos e União Brasil. Diante das recusas, o ex-deputado transferiu seu domicílio eleitoral para Minas Gerais e se filiou ao Republicanos, partido no qual Cleitinho tem forte influência no estado.

Trocas de ofensas e ameaças anteriores

Esta não foi a única vez que Cleitinho atacou Cunha. Em dezembro do ano passado, no plenário do Senado, o senador afirmou que percorreria os 853 municípios de Minas Gerais fazendo campanha contra o ex-deputado, caso ele confirmasse sua candidatura.

Na mesma ocasião, Cleitinho também declarou que sua vontade era “dar um murro na cara de Cunha”, lamentando a existência da Comissão de Ética da Casa.

Disputa judicial no STF

Na queixa-crime apresentada ao STF, os advogados de Cunha argumentaram que a imunidade parlamentar não abrange ofensas proferidas fora das dependências do Congresso Nacional. Segundo a defesa, a fala de Cleitinho durante a manifestação não teria relação com o exercício da atividade parlamentar.

“As expressões ‘canalha’ e ‘vagabundo’ não configuram discurso político, tampouco opinião crítica dentro do contexto institucional do mandato. Trata-se de ofensas pessoais que visam o descrédito moral e a desqualificação pública” , afirma a petição.

Durante o evento, Cleitinho criticou publicamente a possível candidatura de Cunha:

“Aqui em Minas Gerais tem um canalha, um vagabundo, que se chama Eduardo Cunha, que está vindo para cá querendo fazer campanha para deputado federal. Vocês vão ter coragem de votar em um vagabundo desse?” , questionou o senador.

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