
Centenas de apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro passaram a enfrentar dívidas elevadas após participarem de bloqueios em rodovias pelo país, realizados logo após o resultado das eleições de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva. As penalidades financeiras, que podem variar de R$ 100 mil a R$ 15,5 milhões, atingem tanto pessoas físicas quanto empresas de transporte envolvidas nas interdições.
Os valores foram definidos com base em critérios estabelecidos pela Advocacia-Geral da União (AGU) e validados pelo Supremo Tribunal Federal (STF). O cálculo prevê multa mínima de R$ 100 mil para bloqueios de até uma hora, com acrréscimo de R$ 100 mil por hora adicional e por veículo vinculado ao mesmo proprietário.
Execução das multas entra em nova fase
Em dezembro, o STF homologou os valores individualizados com base em informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) e autorizou a execução das penalidades na Justiça Federal. O ministro Alexandre de Moraes delegou aos juízes de primeira instância a condução dos processos, permitindo o avanço na cobrança das dívidas por parte da União.
Prisões de 8 de janeiro
Paralelamente, o STF também tem avançado nas condenações relacionadas aos atos de Ataques de 8 de janeiro de 2023. Um dos casos é o do empresário catarinense Alcides Hahn, condenado a 14 anos de prisão em regime fechado por contribuir com R$ 500 para o fretamento de um ônibus que levou manifestantes de Blumenau a Brasília.
Além dele, outros dois homens foram condenados por financiar o transporte: Rene Afonso Mahnke, que transferiu R$ 1 mil, e Vilamir Valmor Romanoski, que doou R$ 10 mil e foi apontado como uma das lideranças locais do movimento.
