
Após duas derrotas históricas a rejeição da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal e, no dia seguinte, a derrubada do veto ao projeto da dosimetria aliados do presidente O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva(PT) passaram a defender, nos bastidores, uma mudança de postura no Planalto. A avaliação é de que o período de conforto político chegou ao fim.
Após meses de adiamento, Lula e o presidente americano Donald Trump se reuniram ontem, na Casa Branca para discutir comércio, tarifas, segurança internacional e cooperação econômica. Lula propôs a criação de um grupo de trabalho entre Brasil e Estados Unidos para negociar acordos comerciais. O encontro foi considerado positivo pelos dois líderes e teve como objetivo reduzir tensões diplomáticas entre os países.
Fim da zona de conforto
O diagnóstico entre governistas é direto: faltou articulação e sobrou confiança em acordos que não se sustentaram. A sucessão de reveses expôs fragilidades na relação com o Congresso e acendeu o alerta sobre a necessidade de reconstruir pontes, especialmente com lideranças que hoje demonstram independência ou resistência ao governo.
A verdade é que, nesse episódio, é difícil apontar um único responsável. Lula indicou um aliado fiel para o Supremo, apostando na lealdade e na proximidade. Por outro lado, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, atuou para barrar a indicação, em meio a disputas políticas e interesses que vão além da escolha para a Corte.
O caso revela mais do que um embate pontual: evidencia uma disputa de poder em curso em Brasília. O Senado mostrou força ao impor uma derrota significativa ao Planalto, enquanto o governo percebe que precisará recalibrar sua estratégia se quiser evitar novos desgastes.
Agora, o desafio de Lula será reorganizar sua base, ampliar o diálogo e demonstrar capacidade de articulação política em um cenário cada vez mais fragmentado.
